quinta-feira, junho 02, 2011





Das amarras invisíveis ( do corpo e da alma)

O que te prende?
O que te faz parar? Pensar? Sentir?
Essa pergunta tem estado na minha cabeça tem alguns dias, meses...eu diria anos.
São frustrações. Amores inacabados, futuros. Amarras invisíveis que nos (me) prendem e nos colocam à toda prova, todos os dias.
Quando Nothing else matters, o que realmente importa? É o que você tem ou que você teve?
Mas...e o que você terá?
When nothing  is good enough or nobody is good enough. Ninguém é capaz de suprir a carência e a falta que você tem. Talvez essa falta seja de você mesmo. Já parou pra pensar nisso?
Talvez, você esteja enraizada(o) em um relacionamento sem futuro, com o perdão da palavra, que não consegue sequer enxergar um palmo à frente do seu próprio nariz. Ou melhor, não consegue enxergar que há sim, vida após um relacionamento de muito tempo.
É complicado falar quando se está nele. É fácil falar quando se olha o horizonte de outra perspectiva. A perspectiva da vida alheia é sempre tão mais fácil, bela e simples...
Já a nossa...
Como solução, talvez se nós praticássemos o exercício de olhar nossa vida sob nova ótica. Assim, como se estivéssemos vendo a vida de outra pessoa.
Quem sabe...tudo seria, digamos que... mais leve. Sempre olhamos para os nossos problemas como se fosse o fim do mundo.  E engraçado que, somos teimosos e acabamos sim, achando que realmente é o fim do mundo. E na hora ninguém pensa que vai rir depois. A gente nunca pensa que vai rir.
A gente sabe, porque não somos mais crianças. Sabemos, pois somos adultos de quase 30...Sabemos que o tempo passa. E sentimos isso!
 As vontades mudam, os desejos mudam. E a gente tende a crescer. Mas na hora...na hora que o fogo cruzado nos ataca, ninguém nunca pensa em nada.
Queria conseguir olhar minha vida sob outra ótica. Esse tal exercício não tem sido fácil. Enxergar as coisas de outra maneira. Como se não fosse a minha, mas a sua vida ( você que lê), é complicado.
Minha cabeça anda um tanto quanto confusa. Talvez, você (leitor) não entenda. Deixa...
É só mais um daqueles dias onde, escrever me basta.

Talvez nada mude. Talvez tudo mude.
Talvez eu não consiga sair do canto. Talvez alguém me empurre e tire minhas raizes. Tire-as de vez de mim. Talvez assim...
Talvez eu não tenha nascido pra ser sua e nem você nasceu pra mim.

Quem sabe, a minha outra metade me espera tão afilta quanto eu, agora.
Que a gente possa sonhar, um dia, juntos...
Você que eu ainda não conheço, que não sei quem é. Nem que gosto e nem que rosto tem.
Nessa ou na próxima, são tantas...e em forma de quê voltaremos? Não sei...
Mas, espero ver você logo. Sinto urgência em realizar todos os meus sonhos e desejos ao seu lado.

Chegue...logo!
Boa noite...

I'll run away with you...